Agora está na lei. De acordo com os Referencias Curriculares Nacionais (R.C.N.) abril/2010 e SINAES (Sistema Nacional de Avaliação de Ed. Superior), Portaria 808 em junho/2010 há uma recomendação de infraestrutura para o curso de Pedagogia, Brinquedoteca.
Ao inscrever-me para mais um curso de Brinquedista, sendo este na USP (Universidade de São Paulo) pensei na importância que o brincar tem e na diversidade que ele proporciona ao estreitarmos relações. E, mais uma vez, tive a certeza de que, realmente, ele aproxima as pessoas.
Estávamos em mais de 50 pessoas de diferentes regiões do Brasil em busca de um maior conhecimento sobre o brincar; os interesses divergiam: brinquedotecas escolares, hospitalares, comunitárias (Shopping Center/ Centros Comerciais), itinerantes... E o mais interessante em tudo isto é que o núcleo de nossas conversas, centravam-se em duas palavras: a criança e a importância do brincar. Os palestrantes nos remetiam aos “quatro pilares da educação” (Jacques Delors – UNESCO), onde a construção do conhecimento está cimentada e, no entremeio a tudo isto surge o lúdico e sua importância na formação da criança na sociedade contemporânea, pois ele permite desenrugar, desmembrar, descalcificar as relações estagnadas de um adulto enrijecido para as respostas da vida.
Vimos inclusive que há, na Europa, uma pesquisa recente acerca do perfil comportamental de assassinos (serial killers), devido ao “não brincar” na infância. Segundo Freud, o lúdico dissipa angústias, proporciona trocas, expõe o ser humano às diversas possibilidades do ganhar e do perder, onde tudo pode, pois é “de brincadeira”!(Gilles Brougère). Desse modo, a criança vai experimentando a realidade e compreendendo o meio em que está inserida.
As relações de amizade de norte a sul do Brasil permanecem e, mais uma vez, tivemos a certeza de que o lúdico “quebra o gelo” do primeiro encontro, expandindo os diversos falares regionais do nosso imenso Brasil, penetrando nas fronteiras e invadindo os Estados com a experiência de mais uma aprendizagem. Pode-se afirmar, portanto, que brincar é realmente muito sério, pois solidifica as relações, enaltecendo a infância e as oportunidades de conhecimento, que podem ser destacadas sob o olhar de um educador atento.
Agradecemos a Freud, Vygotsky, Winnicott, Gilles Brougère, Huizinga, Kishimoto, Nilze Cunha e outros pensadores e ludo-educadores, pois partindo de suas pesquisas e de seus textos conseguimos entender um pouco mais sobre a nossa criança e a importância de termos, sempre, um olhar atento às atividades que o espaço lúdico proporciona.
E aí professor, vamos brincar??
Profª Esp. Brinquedista SUZANA DE PAULA ROSA (filiada à ABBri) sudepaula@yahoo.com.br
Um comentário:
Prof. Suzana "inquieta", bacana e parabéns pelo blog. Brinquedista,
acredito mesmo q o brinquedo ou
brincadeiras na infância tenha papel
fundamental no desenvolvimento do ser humano, criando um sentimento de
satisfação, felicidade, despertando
a curiosidade e criatividade.Então
administradores da Educação vamos
incluir mais ESSA. Su sucesso sempre
beijões.
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